Mostrando postagens com marcador Sustentabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sustentabilidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

NÃO É VERDADE...

As palavras não cansam, não são banalizadas por serem repetidas a exaustão. Não deixam de ser ouvidas por se tornarem recorrentes.

O que cansa, ou nunca se tenha tido a energia suficiente, é falar sem sentir, falar além da capacidade de se aguardar a resposta, falar sem convicção, falar sem amor. Falar com pressa ou ansiosamente cansa.


E cansa, da mesma forma, ouvir com os mesmos estados de ânimo.

Então não culpemos as palavras e saiamos à cata de novas para repaginar a comunicação, para vendermos nosso peixe...

Vamos nos preocupar com a verdade, com o olhar, com a essência, e prestar a atenção na capacidade de sentir, ouvir do nosso interlocutor.
Sem pressa. A velocidade e densidade da troca será ditada pela nossa capacidade de perceber esta abertura.

Nunca escrevi nada sem uma foto, sem uma imagem. estava incomodado com isso, que, para, manifestar uma opinião, vender meu peixe, utilize sistematicamente o facilitador, o abre-alas do apelo visual.

E escrevo isto me dando conta da necessidade de estabelecer padrões diferenciados de comunicação. Isto porque acredito que me encontro num diálogo coletivo, onde sinto que as pessoas, na sua maioria, estão receosas de ousar, mudar, sair da zona de conforto.

Não são as palavras que cansaram, nós é que temos receio de ouvi-las plenamente.

SUS-TEN-TA-BI-LI-DA-DE-....
Não vamos dizer que se fala em demasia esta palavra.
Vamos ouvi-la diferentemente, como numa música, são somente 7 notas...E um infinito de composições e sentimentos.

Dizê-la e ouvi-la sem preconceito, sem ansiedade, sem medo, com sentimento, com crença, com o coração.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

ONDE? Holanda? Delta do Tigre? Canadá?


Não, Osório, RS. Os aerogeradores, ao fundo, de testemunha.
Paisagens que a maioria dos gaúchos desconhecem...



O Complexo Lagunar, são 46 lagoas, é uma surpresa só.
Esta foto dos aventureiros, no inverno, é num canal entre a Lagoa da Pinguela e a "dos Peixoto". Tão fácil organizar uma trip destas. E tem agências que organizam, tem
navegadas tradicionais, tem um mundo a ser explorado.



E é uma bela alternativa para mudar a programação convencional do veraneio
COMILANÇA-SESTA-PRAIA COM VENTO-ESTRADA CHEIA.

E, principalmente , às crianças que convivem numa redoma artificial, onde a
grama é impecável e as plantas já nascem gigantes...



Sair da rotina, assim, de repente! Se organizar muito, não rola!
Escolher os parceiros certos é o segredo...

Vamos repensar o veraneio, o descanso, a vida.
Vamos nos proporcionar momentos únicos, vibrantes.
A precariedade da balsa da Estrada da Faxina é uma aula de simplicidade, e
de beleza. E as aves, uma surpresa em cada curva do rio, ou em cada  visada da estrada.
E tem espaço para o consumo, quem quiser, tem roupa e equipamento aos montes, dá para ficar bonito na foto.



E voltar cansado, molhado, leve...Cheio de lembranças!
Aí sim, pode encher a pança nos rallies gastronômicos que rolam na
sequência.

Fonte: http://bit.ly/1aJle9u

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

NATUREZA, 50% DE DESCONTO, A VISTA


Curto prazo, uma praga daninha. Pescamos com malha fina, cobramos caro do turista, plantamos com pouca fertilização, uma cultura que não investe no longo prazo. Uma abundância relativa, falsa, permite fingirmos que não é conosco. Vamos levando, qualquer problema,  liquidamos.

Aceitamos e criamos regras de ocupação que caracterizam a cultura da entressafra, fazemos qualquer negócio por não acreditar no futuro. E ignoramos o valor maior que temos, a natureza. Vendemos e compramos terrenos com posse, fatiamos antigas áreas em tripas, abrimos estrada lomba acima, definimos lotes com tamanho legal mas incompatível com a topografia, costruimos casas que parecem pedir mais espaço...elas rezam para não construírem ao lado. E por aí vai.

O valor de Garopaba reside na manutenção e resgate de suas características culturais e históricas. Precisamos valorizar a arquitetura colonial, a Igreja e o Centro Histórico. Precisamos valorizar e resgatar o saber-fazer rural, da manutenção das lavouras ao transporte de carro de boi, da confecção de artesanato e indústria caseira. Precisamos estimular o turismo alternativo, de observação, fotográfico, trilhas e rotas. Precisamos de um comércio que se reinvente, busque produtos que se identifiquem com Garopaba. Precisamos de uma gastronomia idem. E de eventos igualmente identificados com esta marca, Garopaba.

COMPETIÇÃO DE CANOAS EXECUTADAS DE UM SÓ PAU DE ÁRVORE
 simboliza um trabalho coletivo que resgata e valoriza 
o saber-fazer local. Isto é paisagem natural, isto não tem preço


Mas não, o que assistimos é uma negação à esta essência. Copiamos modelos de fora, ignoramos nosso valor. A auto-estima de uma cultura, de uma comunidade, é o alicerce de qualquer crescimento. Sem sabermos o quanto valemos, o que temos de diferente e superior, não acertaremos o caminho. Esta degradação geral na paisagem urbana, na cultura, passa despercebida para muitas pessoas, pelos que vem de fora, ou a veem pela primeira vez.

É a natureza, os morros ainda prerservados, a orla, os banhados, as lagoas que seguram as pontas, que douram a pílula. Empurrando com a barriga, fingindo que não vemos, vamos tocando. Dê-lhe degradação. Só que começou de forma bem clara a ocupação das áreas que nos embriagavam...Morros, banhados, mata, beira dos mananciais, intensa atividade de transação imobiliária. E projetos. Breve, obras. E, de repente, a realidade, talha o leite. Vira o fio. E aí, não tem volta.

Não sou pessimista, como pode parecer esta coluna. Ao contrário, sou otimista. Temos hoje muita informação, é fácil comprovar o que identifico e alerto. Só precisaremos agir, mudar regras, mesmo que algumas possam prejudicar individualmente alguém. Planos Diretores são a ferramenta para regrar e planejar o desenvolvimento de uma comunidade, mas precisam ser pensados de forma ampla.

Se não fizermos isto logo, corremos o risco de perder o lastro, esta paisagem que tem segurado a onda, mas vem se degradando, um dia talha...

E aí será tarde, seremos rebaixados, concorreremos com outras cidades pela atratividade, pela beleza.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

GABIÃO, uma tecnologia que bem executada fica show !



A escolha da pedra, tamanho e forma, são fundamentais na escala do espaço.
E a habilidade do montador, nem se fala.
Pode ficar melhor que muro convencional. E é mais sustentável.
São destas alternativas que a estética contemporânea anda casada com a ecologia.
Só atentar para que a origem da pedra tenha extração legal. e claro, não inventar, pedra da região...




quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A BELEZA INDIVIDUAL E A COMPOSIÇÃO


Não é fácil montar um Barcelona, um Chelsea.

Tem que ter um artista por trás, mais do que um técnico, um artista. E mantê-los coesos, mostrando todo seu potencial, mais difícil ainda.

A beleza individual quando agrupada idem, requer muita sensibilidade.
Por isto museus são generosos no vazio, separam épocas, fases e seus autores.
Espaços que conseguem amealhar alguns expoentes passam trabalho para aproximá-los.
O vazio e os elementos de fundo mais neutros são tão fundamentais quanto, porque a beleza passa a ser percebida pelo seu conjunto. Quando o olhar para num indivíduo aí sim se deleita.



Mas não pode ser um olhar que saltita, que pula quadro-a-quadro. Dá uma bailada e, no timing apropriado, dá uma pirueta, faz um movimento extraordinário. Como no balé, tem que ter vazios e suavidades, de repente, uma surpresa. Como na música. Se não, vira circo, vira cacofonia.

E precisa de um público que aprecie, que entenda. A estética do deserto não é  a mesma da floresta tropical, quem só conhece uma tem dificuldades de apreciar a outra. Mas , sem dúvidas percebe quando está diante de uma obra prima.

Pode ser difícil acordar todos os dias numa sala renascentista, ou barroca. Mas , de vez em quando, poder apreciar, ensina muito. Resumindo, muito expoente junto, cansa. É bom de vez em quando e também quando não pagamos a conta. Eles mesmos, não se aguentam. Quando termina um jogo, cada um pega o seu jatinho e vai para o seu mundo. Não saem para o buteco abraçados comemorando a vitória.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A NATUREZA É PLURAL...E DINÂMICA !


Deliciosa esta constatação: um telhado verde executado em 2005 na Univ de Cornell passou de 3 espécies para mais de 50 , em 2012. Impressionante.
Esta pesquisa foi inclusive premiada com o R+D 2013 AWARD.
O pesquisador, KIERAN TIMBERLAKE, foi o próprio autor do projeto.

A tendência natural das coisas é se dispersarem, colonizarem, competirem e estabelecerem comunidades com uma diversidade cada vez maior.
Isto chama-se SUCESSÃO ECOLÓGICA. Fatores como fertilidade, disponibilidade hídrica, clima, manejo, interferem evidentemente.

Como ficou o telhado verde em 2012. Mais de 50 espécies. 
Eram 3 somente em 2005.



Se um mesmo telhado utilizar solo natural ou substrato, e não interferirmos, 2 universos !
Se 1 for perto do mar, e outro na serra, idem.
E assim vai.

Agora , se o autor ou o jardineiro, fizerem questão de reinar, pena....
Que maravilhas vão deixar de assistir, de aprender !